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CGD abre investigações contra militares por homicídio, estupro de vulnerável e corrupção no Ceará

 Seis policiais militares e um bombeiro militar viraram investigados por novos processos administrativos, abertos na Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário do Ceará (CGD) e publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) da última quarta-feira (27). Eles são suspeitos de crimes como homicídio, estupro de vulnerável (contra menor de idade) e corrupção.

O cabo da Polícia Militar do Ceará (PMCE) André Luiz Almeida de Oliveira irá responder a um Conselho de Disciplina por atirar e matar o preso Carlos Ritchely de Souza Lopes, de 34 anos, que teria tentado fugir de uma viatura policial na chegada à Delegacia de Capturas e Polinter (Decap), em Fortaleza, no último dia 24 de julho.

Conforme a portaria da CGD, Carlos Ritchely foi detido em razão de um mandado de prisão preventiva. Ele foi atingido pelo tiro efetuado pelo PM na cabeça e foi socorrido pela composição policial ao hospital Instituto Doutor José Frota (IJF), mas morreu no dia seguinte.

A reportagem apurou que o mandado de prisão contra Carlos tinha sido expedido pela Vara Única do Júri da Comarca de Caucaia, em razão de uma condenação a 10 anos e 2 meses de prisão, por uma tentativa de homicídio.

 

O policial se apresentou espontaneamente à Coordenadoria de Polícia Judiciária Militar e Disciplina (CPJMD), que instaurou um Inquérito Militar contra o PM por crime culposo (quando não há a intenção de provocá-lo).

 

Em depoimento à CPJMD, o militar afirmou que Carlos Ritchely estava algemado com as mãos para a frente, mas tinha “uma compleição física bem maior que a sua”. Segundo o cabo André Luiz, o preso “tentou se desvencilhar tomando a arma do mesmo, ocasião em que ocorreu o disparo e o conduzido empreendeu fuga”. Ao perceberem que o preso estava baleado, os policiais o alcançaram e o socorreram, completou o depoimento.

A defesa do policial militar não foi localizada para comentar a investigação. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

A defesa do policial militar não foi localizada para comentar a investigação. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

Segundo a portaria, o grupo de militares foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) por “contumaz recebimento de vantagem ilícita para que traficantes não fossem presos e pudessem comercializar entorpecentes de forma sossegada”.

 

Os nomes dos PMs surgiram na Operação Poseidon, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MPCE, durante investigações contra dois traficantes, que atuavam no bairro Paupina, em Fortaleza, e pagavam propina aos agentes de segurança. O processo tramita na Vara da Auditoria Militar do Ceará.

 

No processo criminal, as defesas dos policiais militares sustentaram que eles são inocentes, pois a acusação não tem provas suficientes de que os PMs cometeram o crime de corrupção. O espaço está aberto para outras manifestações dos advogados de defesa.

Estupro contra menor de idade

Um subtenente do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) é alvo de um Conselho de Disciplina na CGD devido à acusação do Ministério Público contra ele, por ato libidinoso, importunação sexual e estupro de vulnerável, contra uma menor de idade. O nome do bombeiro não foi divulgado para preservar a identidade da vítima.

Conforme a portaria publicada no Diário Oficial, os crimes ocorreram entre agosto e novembro de 2018, na cidade de Crateús, no Interior do Ceará. A denúncia do MPCE foi recebida pelo juiz da Comarca de Crateús, e o bombeiro militar virou réu no processo criminal – que tramita em segredo de justiça.

A defesa do bombeiro militar também não foi localizada pela reportagem. O espaço segue aberto para futuras manifestações.

FONTE:DIÁRIO DO NORDESTE





nanomag

Radialista Publicitario e Líder dos movimentos sociais.


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