Funceme prevê quadra chuvosa com volumes dentro ou abaixo da média no CE
Por Thaynara Quinto sábado, fevereiro 28, 2026 CEARA , CHUVAS , DESTAQUES , FUNCEME , QUADRA CHUVOSA , QUADRA INVERNOSA
A Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) divulgou, nesta sexta, dia 27, o novo prognóstico para a quadra chuvosa referente aos meses de março, abril e maio de 2026. O documento aponta probabilidades de 40% para chuvas em torno da média histórica, 40% para precipitações abaixo da média e 20% para valores acima do padrão climatológico.
A média histórica trimestral é de 487,9 mm, distribuída em 206,5 mm em março, 190,7 mm em abril e 90,7 mm em maio. O cenário segue semelhante ao apresentado no prognóstico anterior, divulgado em janeiro, que também indicava distribuição equilibrada entre as três faixas de probabilidade.
Segundo o diretor técnico da Funceme, Francisco Vasconcelos Júnior, ainda há indefinição nas condições oceânicas, especialmente no Atlântico Tropical, onde as anomalias de temperatura seguem instáveis. Já o Pacífico apresenta tendência de neutralidade, o que não favorece intensificação das chuvas no estado. Ainda não há definição sobre quais regiões do Ceará poderão ser mais beneficiadas, devido à variabilidade dos sistemas meteorológicos.
O mês de fevereiro registrou desempenho acima da média histórica, com 165 mm até esta sexta-feira (27), frente ao normal de 121,3 mm. A Funceme observa, porém, que a maior parte dos eventos ocorreu por atuação de VCAN e outros sistemas passageiros, enquanto a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) permanece mais ao norte do continente.
FONTE: Portal Ceará
Chuvas deixam 28 mortos em MG; há desaparecidos em Ubá e Juiz de Fora
Por Thaynara Quinto terça-feira, fevereiro 24, 2026 BRASIL , CALAMIDADE PUBLICA , CHUVAS , DESTAQUES , JUIZ DE FORA , MINAS GERAIS , TEMPORAIS
As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais deixaram, até o momento, 28 pessoas mortas. Em Juiz de Fora, no interior mineiro, as autoridades constataram 21 mortes em ocorrências ocasionadas pelos temporais. Em Ubá, cidade localizada nas proximidades, sete pessoas morreram.
A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo CBMMG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais). De acordo com a corporação, ambas as cidades registram desaparecidos e desabrigados após a situação de calamidade.
A quantidade de vítimas ainda está sendo apurada pelas autoridades.
Mortes e estado de calamidade pública
O município de Ubá, na Zona da Mata mineira, registra um cenário de destruição após as fortes chuvas que atingiram a região entre esta segunda (23) e terça-feira (24). Os temporais provocaram a morte de sete pessoas, além de acionamentos emergenciais de desabamentos, enxurradas e enchentes.
Em nota, a Defesa Civil de Ubá informou que a cidade chegou ao acumulado de 170 mm em apenas três horas, gerando a maior inundação dos últimos anos. Após atingir 7,82 metros, o Rio Ubá transbordou e causou alagamentos e inundações em extensas áreas urbanas.
Um plano de contingência foi instaurado, e uma sala de crise está em atuação na sede da Guarda Civil Municipal de Minas Gerais.
Elaborado e assinado pelo Prefeito José Damato Neto, o Decreto de Calamidade Pública entrou em vigor em Ubá nesta terça-feira (24), visando acelerar medidas emergenciais, fortalecer a coordenação interinstitucional e viabilizar solicitações de apoio em níveis estadual e federal.
Segundo a prefeitura da cidade, um ponto de coleta e atendimento foi instalado na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, localizada no antigo Fórum Cultural, na Praça São Januário, para fornecer suporte às famílias desabrigadas.
Já em Juiz de Fora, no interior mineiro, foi decretado estado de calamidade pública após ocorrências graves provocadas pelos temporais, que acabaram resultando na morte de 21 pessoas. As aulas das redes municipais de ensino foram suspensas visando a segurança da comunidade escolar.
Segundo a PMMG (Polícia Militar de Minas Gerais), a corporação segue atuando na operação de buscas aos desaparecidos, além da contenção e suporte do cenário de devastação.
A cidade registrou ainda 20 soterramentos, cerca de 440 desabrigados, além de diversos bairros terem ficado "ilhados".
FONTE: CNN Brasil.