Mpox, doença que preocupa médicos, já tem 136 casos registrados no Brasil
Por Thaynara Quinto segunda-feira, março 09, 2026 BRASIL , CEARA , DESTAQUES , MEDICINA , MEDICOS , MPOX
A mpox continua a causar preocupação no
Brasil, com 136 novos casos registrados, incluindo a entrada da
doença em cinco estados, segundo o Ministério
da Saúde.
Este aumento, embora notável, ainda não atinge os quase 400
casos notificados no mesmo período de 2025, mas reforça a necessidade de
vigilância.
São Paulo lidera as notificações, com 86 casos. Além
disso, o Rio de Janeiro registrou 19 casos, Rondônia 10 e Minas Gerais 7.
Recentemente, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás,
Pará e Sergipe relataram seus primeiros casos de mpox no
ano.
Inquérito epidemiológico
A rápida ascensão dos casos de mpox aumentou o alerta entre
as autoridades de saúde. Oito desses casos necessitaram de hospitalização,
enquanto 570 notificações suspeitas ainda estão sob análise.
A mpox tem se apresentado predominantemente em homens
brancos, com idade média de 33 anos. Alguns dos infectados também mostraram
coinfecções com o vírus HIV ou outras Infecções Sexualmente Transmissíveis
(ISTs).
Sintomas e transmissão da Mpox
Sintomas iniciais da mpox incluem febre, dores
musculares, fadiga e gânglios linfáticos inchados. Caracteristicamente,
a doença causa erupções na pele, começando geralmente pelo
rosto e se espalhando pelo corpo, podendo aparecer na região
genital nos casos associados à transmissão sexual.
A mpox é transmitida principalmente pelo contato direto
com pessoas infectadas, através de lesões na pele ou fluidos corporais. Também
pode ocorrer transmissão por contato com animais infectados.
Medidas de prevenção e vacinação
Para prevenir a mpox, medidas simples de higiene são
fundamentais, como a lavagem frequente das mãos e evitar contato
próximo com aqueles que apresentam sintomas.
A vacinação está disponível no Brasil para grupos de risco,
incluindo pessoas com HIV e trabalhadores de laboratório que manipulam o
vírus. A vacinação pós-exposição é aplicada a quem teve contato direto com
fluidos de pacientes infectados.
Embora o número de casos esteja crescendo, a situação atual é menos grave do que em 2025. Autoridades de saúde permanecem vigilantes e prontas para ajustar estratégias conforme necessário.
FONTE: Cruoé
Mpox: Brasil chega a 90 casos com mais dois estados na lista
Por Thaynara Quinto terça-feira, fevereiro 24, 2026 BRASIL , CASOS , DESTAQUES , MINISTERIO DA SAUDE , MPOX , MUNDO , SAUDE , SUS , VACINAÇÃO
O Brasil chegou a marca de 90 casos confirmados de mpox, segundo dados do Ministério da Saúde e de secretarias estaduais.
O estado com maior número de ocorrências é São Paulo, com 63 casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 15 registros, Rondônia, com 4, Rio Grande do Sul, com 2, e Santa Catarina e Distrito Federal com 1 em cada.
Também foram contabilizados casos em Minas Gerais (3) e no Paraná (1), locais que ainda não haviam aparecido na lista do Ministério da Saúde.
Além dos casos confirmados, o país já registrou mais de 180 notificações suspeitas. Desse total, 57 foram descartadas após investigação. Somente em São Paulo, mais de 70 casos seguem em análise, aguardando resultado definitivo.
O Ministério da Saúde informou que monitora a situação de forma contínua e destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está preparado para atender pacientes com sintomas e identificar precocemente novos episódios, a fim de conter a transmissão.
Sobre mpox
A mpox é causada por um vírus transmitido principalmente por contato íntimo ou muito próximo com uma pessoa infectada. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dor de cabeça e lesões na pele que se manifestam como bolhas ou erupções características.
Embora atualmente não haja registros de mortes no Brasil, a doença pode evoluir para complicações graves em determinados casos. Estimativas apontam que, em cenários mais críticos, até 10% dos quadros podem evoluir para óbito, especialmente sem acompanhamento adequado. No entanto, o avanço nas estratégias de vigilância, diagnóstico e isolamento tem contribuído para reduzir riscos.
A mpox é uma doença infecciosa zoonótica causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com a pele de pessoas infectadas, sobretudo quando há lesões, mas também pode acontecer por meio do contato com secreções ou do compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dores de cabeça e musculares, sensação de fraqueza e lesões na pele, que geralmente surgem no rosto e podem se espalhar pelo corpo.
Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte, com foco no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, já que ainda não há medicamento específico aprovado para a mpox.
Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões, período que pode variar de duas a quatro semanas, conforme a evolução clínica.
FONTE: CNN Brasil.