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Vila Cruzeiro: 12 policiais apresentam fuzis e relatam participação em 10 das 23 mortes

Vila Cruzeiro tenta retomar a rotina depois de operação com 23 mortes
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Vila Cruzeiro tenta retomar a rotina depois de operação com 23 mortes

Ao todo, 12 policiais - nove PMs e três rodoviários federais - apresentaram à Polícia Civil os fuzis que portavam durante a operação na Vila Cruzeiro, que deixou 23 mortos no terça-feira (24). Eles relataram na Delegacia de Homicídios terem participado de confrontos que terminaram com dez suspeitos mortos. As circunstâncias das mortes das outras 13 pessoas também são investigadas.

Na quinta-feira (26), a Polícia Civil retificou a informação de homicídios na operação na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, Zona Norte, reduzindo de 26 para 23 o número de mortos. O Instituto Médico Legal (IML) explicou que três dos 26 corpos, inicialmente atribuídos à operação, chegaram de um confronto entre traficantes rivais no Morro do Juramento.


Os 23 corpos que já foram identificados são:


  • Anderson de Souza Lopes
  • Carlos Alexandre de Oliveira Rua
  • Carlos Henrique Pacehco da Silva
  • Denis Fernandes Rodrigues
  • Diego Leal de Souza
  • Douglas Costa Incaio Donato
  • Edmilson Felix Herculano
  • Emerson Stelman da Silva
  • Eraldo de Novaes Ribeiro
  • Everton Nunes Pires
  • Gabrielle Ferreira da Cunha
  • Izaias Vitor Marques Nobrega
  • João Carlos Arruda Ferreira (Menor)
  • João Victor Moraes da Rocha
  • Leonardo dos Santos Mendonça
  • Mauri Edson Vulcão Costa
  • Maycon Douglas Alves Ferreira da Silva
  • Nathan Werneck Borges Lopes
  • Patrick de Andrade da Silva
  • Ricardo José Cruz Zacarias Junior
  • Roque de Castro Pinto Junior
  • Tiugo dos Santos Bruno

OAB cita 'indícios de execuções'


O procurador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Rodrigo Mondego, disse que existe uma suspeita de tortura e execução durante a operação.


"Existe indícios de execuções, em algumas regiões. Indícios de que pelo menos uma pessoa foi torturada antes de ser morta. (...) A gente está aguardando o desenrolar da perícia do IML para ver em que condições essas pessoas foram 
mortas", disse Mondego.

 

Na manhã de quarta-feira (25), representantes da OAB-RJ e da Defensoria Pública estiveram na região do confronto. O ouvidor-geral da Defensoria Pública, Guilherme Pimentel, foi à favela ouvir moradores.

Ministros do Supremo Tribunal Federal cobraram explicações da Polícia Militar sobre a operação na Vila Cruzeiro
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"A gente veio aqui com moradores, lideranças... A gente está escutando o que eles têm a dizer. Eles vieram aqui nos mostrar a área onde tudo aconteceu e isso faz parte da nossa apuração", disse Pimentel.

 

Na terça-feira (24), a Polícia Militar do Rio de Janeiro e a Polícia Rodoviária Federal deflagraram a operação na Vila Cruzeiro para, segundo informaram as corporações, prender chefes do Comando Vermelho e suspeitos vindos de outros estados que estariam escondidos no lugar.

Segundo o comando da PM, a operação estava sendo planejada havia meses, mas foi deflagrada de modo emergencial para impedir uma suposta migração para a Rocinha. Foram mais de 12 horas de tiroteio na região.

A ação é considerada a segunda mais letal da história do Rio de Janeiro, atrás somente da ação no Jacarezinho, de maio de 2021, que resultou em 28 mortes.

Em fevereiro deste ano, outra operação conjunta da PM e da PRF na Vila Cruzeiro deixou pelo menos oito mortos.



nanomag

Radialista Publicitario e Líder dos movimentos sociais.


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